Como a ascensão dos Copilotos de IA está redefinindo o desenvolvimento de software

A era da IA focada apenas em modelos está dando lugar a uma revolução muito maior: a dos Agentes de IA — sistemas que agem, usam ferramentas e tomam decisões. E isso muda tudo. Neste artigo, faço uma análise profunda de como o desenvolvimento de software está evoluindo para além do Gartner, de um fluxo linear para um "Ciclo de Orquestração" dinâmico. Descubra os perfis e os processos que realmente definirão a próxima geração de produtos digitais. Sua equipe está preparada? Nós estamos!

Fernando Parreiras

7/25/20253 min read

Nos últimos dias, uma série de posts e estudos, incluindo um diagrama influente do Gartner, têm circulado em plataformas como o LinkedIn, tentando mapear os novos papéis e processos na era da Inteligência Artificial. Essas análises são cruciais e oferecem uma fotografia valiosa do momento que vivemos. No entanto, ao observá-las com atenção, percebemos que elas capturam, na verdade, o final de uma era e não o começo da próxima.

O modelo proposto pelo Gartner, com papéis como "Data Scientist", "Business Expert" e "ModelML(Ops) Engineer", descreve com perfeição o fluxo de trabalho para o que podemos chamar de desenvolvimento "Model-Centric" – a era em que nosso objetivo principal era construir, treinar e implantar modelos de Machine Learning para realizar tarefas específicas de previsão ou classificação.

Mas, como aponta o conteúdo compartilhado por Alex Wang nos prints, uma mudança fundamental já está em curso. Estamos em um ponto de inflexão, migrando rapidamente de um paradigma centrado em modelos para um novo, exponencialmente mais poderoso, centrado em Agentes.

E essa mudança não apenas adiciona novos cargos; ela reescreve todo o manual de desenvolvimento.

A Fotografia do Passado Recente: O Fluxo do Gartner

O fluxo de trabalho do Gartner é um retrato fiel da engenharia de IA da última década. Ele é estruturado, metodológico e focado em um objetivo claro: pegar um grande volume de dados, treinar um modelo para encontrar padrões e implantá-lo de forma que ele possa fazer previsões. Os papéis refletem isso:

  • O Data Scientist e o Data Engineer preparam os dados.

  • O AI Expert desenvolve e valida o modelo.

  • O Business Expert garante o alinhamento com o negócio.

  • O ModelML(Ops) Engineer cuida da implantação e monitoramento do modelo.

Este fluxo foi e continua sendo vital. Contudo, ele foi projetado para criar uma IA que responde a perguntas, não uma IA que age no mundo.

O Ponto de Inflexão: A Ascensão dos Agentes

Como o post de Alex Wang destaca, "estamos passando de saídas de modelo simples para sistemas que podem realizar ações, usar ferramentas e seguir metas em várias etapas". Esta é a essência da revolução dos Agentes de IA. O produto final não é mais um "modelo preditivo", mas sim um "trabalhador digital" autônomo.

Isso cria a necessidade de funções que o modelo do Gartner não contempla em sua totalidade:

  • Engenheiros de frameworks de agentes: Profissionais que constroem os "sistemas operacionais" para esses agentes.

  • Engenheiros de decisão: Especialistas que projetam os fluxos de raciocínio.

  • Equipes de produto definindo como os agentes se encaixam nas jornadas do usuário.

A IA deixou de ser apenas um cérebro analítico para se tornar um par de mãos digitais e proativas.

A Nova Topologia de Time: Do Fluxo do Gartner ao Ciclo de Orquestração

Na TechHuman, estamos vivendo essa transição e adaptando nossas squads para esta nova realidade. Percebemos que o fluxo linear do Gartner evolui para o "Ciclo de Orquestração de Agentes" que discutimos, que é iterativo, experimental e focado em capacidades, não apenas em predições.

Neste novo ciclo, os papéis tradicionais não desaparecem, mas são absorvidos e evoluem para funções mais estratégicas e híbridas:

  • O "Business Expert" do Gartner evolui para o nosso AI Business Partner: um estrategista focado no ROI e na descoberta de valor contínuo para cada ação que o agente pode tomar.

  • Os papéis de "AI Expert" e "Software Engineer" se fundem e se especializam, dando origem ao Arquiteto de Agentes de IA (o designer do pensamento) e ao Engenheiro de Soluções GenAI (o integrador pragmático).

  • O "ModelML(Ops) Engineer" expande seu escopo drasticamente para se tornar o Engenheiro de AIOps, que gerencia não apenas um modelo, mas toda a infraestrutura, custos, latência e segurança de um ecossistema de agentes autônomos.

E, crucialmente, um novo papel se torna o centro da experiência: o Designer de Produto de IA, responsável por tornar a colaboração entre humanos e esses novos "trabalhadores digitais" intuitiva e produtiva – algo que o antigo fluxo, focado apenas no modelo, não priorizava.

Conclusão: Construindo para a Era da Ação

Analisar o estudo do Gartner é fundamental para entendermos de onde viemos. Mas para navegar o futuro, precisamos olhar para onde a tecnologia está apontando: a era dos agentes autônomos.

Na TechHuman, estamos abraçando essa evolução de forma proativa. Nossas squads estão sendo moldadas para pensar não apenas em dados e modelos, mas em agentes, ferramentas, raciocínio e ação. Estamos buscando profissionais que não se encaixam mais nas caixas antigas, mas que se veem como os futuros orquestradores de inteligência.

A mudança é clara. O desenvolvimento de software deixou de ser apenas sobre construir respostas. Agora, é sobre capacitar a ação.

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